Monte uma sala farmacêutica para valorizar a sua farmácia

Monte uma sala farmacêutica para valorizar a sua farmácia
10 de novembro de 2020 Viviane Massi
Monte uma sala farmacêutica

Dia 14 de novembro é o Dia Mundial do Diabetes. Então, propomos a você, dono, gestor ou farmacêutico proprietário que repense seu papel na cadeia de saúde e descubra como contribuir com a qualidade de vida dos seus clientes-pacientes e, ao mesmo tempo, rentabilizar o seu negócio. Sim, porque mesmo sendo um estabelecimento de saúde, a farmácia é também um negócio e precisa ter lucros. Neste artigo, a gente te mostra como montar uma sala farmacêutica e um serviço de acompanhamento de clientes que são portadores de diabetes.

Segundo dados de 2019 do International Diabetes Federation (IDF), existem 16,8 milhões de pessoas, no Brasil, com Diabetes Mellitus. Até 2045, esse número terá crescido cerca de 55%. Outro dado preocupante é que o Brasil está em terceiro lugar no ranking de países com maior prevalência da doença entre crianças e adolescentes, perdendo apenas para Índia e Estados Unidos.

Acesso o estudo completo aqui

A farmácia vem sendo considerada estabelecimento de saúde desde a publicação da Lei Federal 13.021/2014 e autorizada, desde 2009, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a realizar uma série de serviços farmacêuticos, entre eles, medição dos níveis de glicose no sangue.

O que você precisa saber para montar o serviço

O primeiro ponto é conhecer a fundo a Resolução 44 da Anvisa, de 2009. Ela detalha quais são e como devem ser realizados os serviços farmacêuticos. Importante destacar que a Anvisa está revisando essa RDC com o intuito de modernizá-la, tendo em vista que atualmente a farmácia pode fazer muitos outros serviços além de aferição de pressão e mediação da glicose.

Consulta Pública nº 911/2020 (proposta de minuta da nova RDC)

Segundo ponto importante é ter farmacêutico qualificado para realizar o serviço. Delegue essa função a um profissional que goste de gente, tenha perfil para a farmácia clínica e se comprometa com metas.

O terceiro ponto é cobrar pelo serviço, porque serviço gratuito não tem valor para o cliente. Há estabelecimentos que cobram de R$ 10 a R$ 30, a depender do serviço realizado.

Quarto e tão importante quanto os três primeiros pontos é ter uma sala de serviços farmacêuticos estruturada para realizar o serviço de medição de glicose. Esse local poderá inclusive, e deve, ser utilizado para a realização de outros serviços farmacêuticos, por que não?

O que você precisa saber para montar a sala

Uma sala de serviços farmacêuticos precisa de equipamentos de atenção básica em saúde, como aparelhos para aferição de pressão arterial, glicemia e perfil lipídico, e mobiliários como mesa, cadeira, maca para anamneses. Tudo vai depender do tipo de serviço que sua farmácia vai oferecer. Hoje, algumas estão inclusive realizando teste rápido de Covid-19.

O primeiro passo é definir o local da sala. Ela deve estar em local visível até mesmo para quem passa na rua, não nos fundos da farmácia ou em área de difícil acesso. A sala precisa de vitrine, pois é um produto a mais no seu negócio.

De acordo com a arquiteta da Buzatto’s, Erica Lemos, a sala precisa ter acessibilidade para diversos públicos e um espaço de circulação de, no mínimo, 1,20 metros. Além disso, ela destaca ainda que a sala farmacêutica deve estar do lado de fora do balcão de atendimento, porque, de acordo com a legislação vigente, os clientes não podem acessar a área de medicamentos.

O pé direito e a facilidade para implantação de um eficiente sistema de exaustão também são fatores a serem considerados. E lembre-se também de posicionar a sala onde se tem facilidade de obter um ponto de água e esgoto para instalação de uma pia para assepsia das mãos.

Como deve ser o mobiliário da sala farmacêutica

Em geral, os móveis devem ser de fácil limpeza e assepsia, com superfícies lisas e impermeáveis, resistentes à umidade e à proliferação de fungos e bactérias. Como se trata de mobiliário específico para área de saúde, quanto menos superfícies a serem limpas melhor. Uma boa solução são os armários superiores que vão até o teto.

“É um local de saúde. Pessoas podem estar adoentadas ou com baixa imunidade. Por isso, os móveis devem poder ser esterilizados facilmente e sem risco de danos ou proliferação de mofo”, alerta a arquiteta.

Nem por isso, precisa ser uma sala fria e sem charme. Para torná-la mais aconchegante, Erica sugere tons claros e neutros, talvez o branco mesclado com cinza ou bege. O verde-claro também é uma boa opção, pois remete à tranquilidade e saúde. Vale inclusive lembrar que cores escuras não são permitidas pela Vigilância Sanitária, com exceção dos detalhes que podem ser aplicados nas áreas de espera que ficam do lado de fora da sala de atendimento.

Sala deve conter elementos da identidade visual da loja

Todas essas dicas são muito relevantes para o empresário que deseja montar uma sala farmacêutica, porém não se pode esquecer que esse ambiente tem que ser uma extensão da loja, remetendo à identidade visual da farmácia. “Não há como engessar num padrão. Nos projetos arquitetônicos, mantemos a ergonomia e acessibilidade, mas os conceitos da sala são peculiares à situação de cada farmácia e devem seguir o padrão de layout criado para o ponto de venda, de forma que se mantenha uma unidade visual. Por isso, o projeto é tão importante”, destaca Erica.

Sendo assim, conte com a ajuda de profissionais especializados para projetar a sua sala de serviços farmacêuticos. “Não há regras predefinidas, porque cada farmácia é de um jeito. Por isso, o ideal é consultar um profissional qualificado que entenda de legislação sanitária para que se possa tomar a melhor decisão”, finaliza Erica.

Se você estiver pensando em reformar o ponto, é uma ótima oportunidade de incluir no projeto arquitetônico uma sala farmacêutica. A Buzatto’s pode ajudar você nisso.

Educação em saúde para o seu cliente

Além de prestar o serviço, a sua farmácia pode agregar valor ao atendimento passando a acompanhar periodicamente a saúde do paciente. Convide-o a voltar com frequência à farmácia para manter as taxas controladas e tirar dúvidas sobre medicamentos e alimentação, por exemplo.

A educação em saúde é uma das principais armas contra a doença, pois ensina o paciente a cuidar de si mesmo. Um farmacêutico treinado realiza o serviço, mas também conversa e orienta o paciente sobre uma série de situações do dia a dia que podem prevenir o agravamento do quadro patológico.

Visite o site da Sociedade Brasileira de Diabetes e tenha acesso a diversos materiais que você pode usar para ajudar seu paciente a ter uma qualidade de vida melhor.

Em qual farmácia você acha que o cliente diabético vai? Naquela que apenas vende agulhas e insulina ou àquela que, além de vender esses produtos, oferece o serviço e ainda orienta sobre como conviver com o problema no dia a dia? Aproveite o momento e pense a respeito!

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