Boletim Buzatto’s: ivermectina, Pague Menos e Nissei

Boletim Buzatto’s: ivermectina, Pague Menos e Nissei
24 de julho de 2020 Viviane Massi
Pague Menos

➡️ Pague Menos amplia realização de testes rápidos de Covid-19 para Rio de Janeiro

A rede de farmácias Pague Menos está trazendo os testes rápidos de Covid-19 para o Rio de Janeiro. Duas unidades na capital carioca e uma em Itaperuna passam a oferecer o serviço. Os testes devem ser previamente agendados, presencialmente na farmácia ou por telefone, e custam R$ 139.

Antes da realização do teste, que é feito em um consultório farmacêutico equipado e por um profissional, uma entrevista é realizada com os interessados para confirmar informações como o tempo em que está sentindo os sintomas da Covid-19. O resultado do laudo sai dentro de 30 minutos, e é enviado direto para o e-mail do cliente.

O diretor de Serviços Farmacêuticos da Pague Menos, Albery Dias, comenta: “É fundamental que o profissional farmacêutico siga as orientações do protocolo do teste, que é bem robusto e explicativo, a fim de ter segurança e confiança na hora do procedimento”.

Os endereços das lojas que estão oferecendo os testes no Rio de Janeiro são Avenida Nossa Senhora de Copacabana, 479 e Avenida das Américas, 14821. Já em Itaperuna, é Avenida Cardoso Moreira, 820.

Fonte: Revista da Farmácia

➡️ Nova RDC inclui ivermectina na lista de controlados

A Anvisa publicou uma RDC que trata exclusivamente da prescrição e da dispensação das substâncias cloroquina, hidroxicloroquina, nitazoxanida e ivermectina. Dessa forma, as três primeiras deixam de fazer parte da Lista C1, da Portaria SVS/MS nº 344/1998, e passam a ser reguladas pela RDC nº 405/2020, publicada nesta quinta-feira (23/07), no Diário Oficial da União (DOU).

A agência aproveitou e incluiu também nessa RDC a ivermectina, numa tentativa de barrar o consumo desenfreado desde que a imprensa noticiou que esse medicamento poderia ter efeitos profiláticos contra a contaminação com o novo coronavírus.

O que diz a RDC

As substâncias passam a fazer parte da lista de medicamentos de controle especial em virtude da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) relativa ao novo coronavírus.

A norma traz um anexo que regulamenta a venda de todas as substâncias relacionadas à emergência pública, estabelecendo requisitos para o receituário e para dispensação. Com isso, cloroquina, hidroxicloroquina, nitazoxanida e ivermectina estão sujeitas aos procedimentos de escrituração no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), previstos pela RDC nº 22/2014.

Prescrição e dispensação

A prescrição dos medicamentos que contenham as substâncias deve ser realizada em receituário privativo do prescritor ou do estabelecimento de saúde, sem precisar de um modelo de receita específico. A validade de cada receita é de 30 dias, a partir da data de emissão.

Não pode conter rasuras e deve ser em duas vias, contendo as seguintes informações: identificação do emitente; identificação do usuário; nome do medicamento ou da substância sob forma de Denominação Comum Brasileira (DCB), dosagem e concentração, forma farmacêutica, quantidade e posologia; data de emissão e assinatura do prescritor.

As farmácias e drogarias deverão manter à disposição das autoridades sanitárias, por dois anos, as receitas retidas referentes aos medicamentos que contenham as substâncias citadas.

Ivermectina

Betânia Alhan, farmacêutica, diretora executiva da Organize Farma e coordenadora do departamento de Assuntos Regulatórios da Ascoferj, esclarece mais informações sobre a substância: “As ivermectinas que estiverem no estoque a partir de hoje ficam sobre a condição de venda com prescrição e retenção de receita”.

A farmacêutica explica ainda que a RDC não detalha a dosagem de ivermectina que precisa estar sob controle especial: “Por esse motivo, é melhor considerar, pelo menos até que outra norma faça essa especificação, que todos os produtos que contém a substância, incluindo os de uso tópico, precisam de receita”.

Gustavo Semblano, consultor jurídico da Ascoferj e especialista em legislação Sanitária e Farmacêutica, reitera que todos os medicamentos que contêm a substância devem ser dispensados com receita: “Se a Anvisa quisesse excepcionar a regra em relação aos medicamentos de uso tópico, ela já o teria feito, como aconteceu em outras normas. Por isso, a regra é geral para todos os medicamentos”.

Outras substâncias

Além disso, as substâncias cloroquina, hidroxicloroquina e nitazoxanida foram retiradas da lista C1 (Outras Substâncias Sujeitas a Controle Especial), da Portaria SVS/MS nº 344/1998. A decisão revoga os seguintes atos normativos da Anvisa: RDC nº 351, de 20 de março de 2020; RDC nº 354, de 23 de março de 2020; e RDC nº 372, de 15 de abril de 2020.

“Como houve um movimento muito grande de pessoas indo às farmácias comprar medicamentos com as substâncias, foi uma saída colocá-las temporariamente na lista C1, do receituário branco, que diz respeito a entorpecentes ou psicotrópicos. Agora, com mais tempo, o Ministério da Saúde e a Anvisa reuniram todas as substâncias, incluindo a ivermectina, nessa nova RDC”, finaliza Betânia.

Fonte: Revista da Farmácia

 

➡️ Como ficará o mercado farma no pós-pandemia?

Nesta semana, o programa É De Farmácia recebeu Paulo Paiva, vice-presidente da Close-up Internacional, empresa que audita o setor farmacêutico, para falar sobre o mercado farma no pós-pandemia e como será sua a performance nos próximos meses.

Alguns dos tópicos abordados foram a falta generalizada de vitaminas por conta da Covid-19, as categorias mais vendidas no momento, a performance de antigripais e antitérmicos, perspectivas para os próximos meses –crescimento ou retração –, perda de renda e impacto no consumo, maior queda do PIB em 30 anos, desempenho dos genéricos, crescimento do associativismo e e-commerce no varejo farma.

Assista ao programa completo.

Fonte: Revista da Farmácia

 

➡️ Nissei prepara-se para IPO de R$ 1 bilhão

As Farmácias Nissei, líder no varejo farmacêutico paranaense, iniciou os preparativos para um IPO de R$ 1 bilhão. As informações são do Brazil Journal.

A operação deve entrar na CVM em meados de setembro e ser precificada até o fim do ano. O objetivo é levantar recursos que sustentem o crescimento orgânico e a quitação de dívidas com o Farallon Capital, que financiou a companhia com um mezanino de R$ 150 milhões em outubro de 2017.

Segundo o ranking da Abrafarma, a rede é a nona maior do país em faturamento e a sétima em número de lojas – hoje são cerca de 300 pontos de venda no Paraná, Santa Catarina e em São Paulo. No ano passado, teve faturamento líquido de R$ 1,5 bilhão e Ebtida de R$ 120 milhões em 2019, com dívida líquida de R$ 340 milhões.

Fonte: Panorama Farmacêutico

 

➡️ Hospital Universitário utiliza celular para facilitar a comunicação entre pacientes e familiares

Com as visitas suspensas para proteger os pacientes da atual pandemia de Covid-19 na ala respiratória do Hospital Universitário de Jundiaí (SP), um projeto criado pela equipe do Setor Psicossocial para reaproximar da família aqueles que estão internados ganhou mais um empurrãozinho, os profissionais estão agora utilizando um aparelho de celular da instituição para fazer chamadas de vídeo com os parentes dos pacientes.

O HU vai utilizar a tecnologia para humanizar e diminuir a separação entre familiares durante a internação na UTI Respiratória. A visita virtual será mais uma aliada no tratamento dos pacientes com o novo Coronavírus.

“Pensando que esses pacientes têm permanecido sem a presença e o contato com seus familiares, a ideia veio como uma necessidade observada para se fazer prevalecer o atendimento humanizado e esses pacientes, que se sentem frequentemente angustiados não só pela ausência de contato, mas também pelo quadro clínico em si. É importante fazer com que eles se sintam acolhidos e recebam palavras de afeto e encorajamento vindas das pessoas queridas, que são capazes de otimizar a resposta positiva ao tratamento”, explica a psicóloga do HU, Adriana Ferigato Toffolo.

“É uma iniciativa simples, mas muito positiva. Este encontro virtual deixa o paciente mais calmo e animado contribuindo para que a internação seja menos dolorosa e angustiante. A família fica mais tranquila, pois apesar de receber o boletim médico diariamente, ver e falar com o paciente faz toda a diferença”, comenta a gerente assistencial do HU, Larissa Castro.

Para que o projeto fosse possível, protocolos de higiene foram seguidos, por isso é possível notar que o celular está revestido com material que permite a higienização após cada chamada.

Outra ação realizada pelo setor junto a esses pacientes consiste em um contato diário com os familiares para saber se eles estão recebendo as informações, como foi a vídeo chamada e o boletim médico.

Fonte: Portal Hospitais Brasil

Leia também: Como implantar serviços farmacêuticos na sua farmácia

 

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