Boletim Buzatto’s: testes de covid-19 e indústria farmacêutica

Boletim Buzatto’s: testes de covid-19 e indústria farmacêutica
17 de julho de 2020 Viviane Massi
teste covid-19

➡️ Farmácias realizam mais de 250 mil testes da Covid-19

A Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) apresenta a quinta versão de seu estudo com resultados de testes rápidos da Covid-19, realizados pelas 26 redes associadas. A atualização aponta que, em pouco mais de dois meses, foram aplicados 251 mil testes rápidos para detecção de anticorpos contra o coronavírus.

Do total de 251.980 pacientes testados, 36.333 (14,42%) tiveram resultado positivo e 215.647 (85,58%), negativo. Os dados correspondem ao período de 6 de maio a 12 de julho.

O estudo indica que, a cada semana, o número de testes aplicados segue em franca evolução. Entre os dias 6 de julho e 12 de julho, 55.451 pessoas submeteram-se ao procedimento. Dessas, 7.742 testaram positivo e 47.709 negativo. O número de testes realizados na quinta semana é 6,54% maior que o da semana anterior e 17,98% em relação à semana retrasada.

De acordo com a pesquisa, 1.222 farmácias estão ofertando o serviço, das quais 583 estabelecimentos estão em São Paulo e 163 em Minas Gerais. Na sequência, aparecem Rio Grande do Sul, Paraná e Rio de Janeiro, com 92, 65 e 64 unidades disponíveis, respectivamente. Os cinco estados concentram 79,13% do total de locais que praticam o serviço.

Os kits adquiridos pelas farmácias têm registro na Anvisa e passam por um minucioso critério de avaliação. A análise é realizada pela Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC), Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (ABRAMED) e Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL). Essas entidades disponibilizaram as estruturas de seus grandes laboratórios com atendimento hospitalar para checagem da qualidade dos kits. O site testecovid19.org apresenta mais detalhes.

Dados por regiões

São Paulo tornou-se o primeiro estado a ultrapassar a marca de 100 mil pessoas testadas (101.782). Com quatro farmácias disponibilizando o serviço, a Paraíba continua registrando o maior número de casos positivos: 33,83% dos 2.116 testes indicaram a contaminação pelo vírus. Em seguida está o Amapá, que também mantém a posição, com 33,68% de um total de 855 testes.

Tocantins segue registrando o menor índice de pessoas que tiveram contato com o vírus. O número de testes realizados em três estabelecimentos desse estado mais que dobrou em uma semana, passando de 600 para 1.281 – dos quais 94,2% apresentaram resultados negativos. Porém, o número de casos positivos cresceu 85,21% em relação à semana anterior. O percentual de aumento médio nesse mesmo período é de 53,44% no Amapá e, nos demais estados, não ultrapassa 51%.

Fonte: Abrafarma

 

➡️ Pesquisadores australianos criam exame de sangue que detecta Covid-19 em 20 minutos

O teste utiliza 25 microlitros de plasma de amostras de sangue para procurar aglutinação ou um agrupamento de glóbulos vermelhos que o coronavírus causa.

Enquanto o teste atual de swab (cotonete) é usado para identificar pessoas infectadas com o coronavírus, o ensaio de aglutinação — ou análise para detectar a presença e a quantidade de uma substância no sangue — também pode determinar se alguém foi infectado recentemente, após a infecção ter sido curada, eles disseram.

Uma patente para a inovação foi registrada e os pesquisadores estão buscando apoio comercial e do governo para aumentar a produção.

O novo coronavírus já infectou mais de 13,8 milhões de pessoas em todo o mundo e matou quase 600 mil desde que surgiu na China no final do ano passado. A Austrália registrou mais de 11 mil casos e 116 mortes.

Fonte: G1

 

➡️ As 10 indústrias campeãs de vendas de OTC no varejo farmacêutico

O mais recente levantamento da IQVIA sobre o mercado farmacêutico apontou as indústrias que mais comercializaram produtos de consumer health no varejo farmacêutico em junho. A categoria reúne os medicamentos isentos de prescrição e produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, cujas vendas vêm registrando aumento acima de dois dígitos nos últimos 12 meses.

As dez principais fabricantes em volume de unidades registraram mais de 90,6 mil itens adquiridos nas farmácias no período. Já as líderes em faturamento movimentaram mais de R$ 1,57 bilhão.

A Cimed terminou na primeira colocação em receita. Sanofi, Johnson & Johnson e P&G registraram pequena diferença entre a segunda e quarta posições. A Unilever ocupou o quinto lugar. A Cimed também foi a campeã em venda de unidades, seguida de perto por Unilever e Johnson & Johnson.

Fonte: Redação Panorama Farmacêutico

 

➡️ Coreia do Sul é o 1º país a testar remédio de anticorpos para covid-19

A Coreia do Sul se tornou nesta sexta-feira, 17, o primeiro país a aprovar os testes de uma medicação com base em anticorpos contra o novo coronavírus em humanos. A medicação, feita pela biofarmacêutica sul-coreana Celltrion Healthcare, iniciará a fase 1 de testes em 32 voluntários saudáveis em um hospital local. Em animais, o remédio conseguiu reduzir a carga viral da covid-19.

A empresa afirmou que os testes começarão em breve em países da Europa, como o Reino Unido, enquanto os testes de fase 2 e 3 acontecerão de forma global — os países ainda não foram informados — em pacientes com sintomas leves e moderados da doença. O tratamento foi desenvolvido com base nos anticorpos encontrados nos primeiros pacientes que se recuperaram da covid-19 no país em fevereiro.

A estimativa da Celltrion é que os testes estarão concluídos até o final deste ano e que a droga ficará pronta para a comercialização no começo de 2021.

Fonte: Exame

 

➡️ Os investimentos preferidos dos grandes investidores em junho

As ações de grandes bancos de varejo, o fundo de ação Arx Income FIA, o fundo multimercado Gap Absoluto e o fundo imobiliário Malls Brasil Plural foram os investimentos preferidos dos investidores no mês de junho. segundo o estudo Big Data, da consolidadora de investimentos SmartBrain.

O levantamento da fintech é feito com base nos dados de sua plataforma de consolidação de investimentos, que processa 210 mil extratos diariamente, somando mais de R$ 120 bilhões.

Os investidores analisados, em sua maioria, possuem mais de R$ 300 mil e são dos segmentos Alta Renda ou Private, os chamados grandes investidores.

Fonte: Exame

 

➡️ Artigo – E agora, qual é o plano futuro para o setor de saúde depois da pandemia?

A Covid-19 impulsionou algumas mudanças no setor de saúde como reorganização da assistência, atualização de protocolos, cuidados com a força de trabalho, imagem da empresa. Os setores, privado e público, unem forças e conhecimentos para “sobreviver”, mas e depois que a pandemia passar, como deverão organizar-se? Ainda irá funcionar de forma passiva no estado, a espera do paciente? Gestores públicos na luta com o distanciamento social e as medidas restritivas da sociedade, o setor de saúde esmagado pela demanda que já era insuportável, e agora está acrescida das novas demandas da pandemia.

Muitos estão focados nas estratégias para o enfrentamento neste momento. Mas, temos que nos preocupar com o futuro também e fazer um planejamento estratégico de médio e longo prazo. Então, como organizar o setor após pandemia? Quais os aprendizados devemos incorporar na rotina de nossos serviços?

Primeiro devemos entender que a forma como as pessoas irão “consumir” saúde será diferente, quais os critérios de escolha dos serviços pelo cliente?

Como diz o médico psiquiatra, Antônio Quinto Neto, em seu blog sobre Qualidade e Segurança Assistencial “atender toda a população através dos modelos tradicionais de cuidado exige uma quantidade infinita de recursos. A medicina digital – promessa da Quarta Revolução Industrial – surge como base para que as ferramentas da inteligência artificial e outros recursos informacionais transformem os cuidados de saúde e proporcionem a incomparável oportunidade de acesso a todos em suas próprias casas”.

O atender tradicional, restrito às paredes dos serviços de saúde, exigirão mudanças na biossegurança, nos processos de trabalho, investimento na estrutura física, espaçamento dos atendimentos, a lógica da produção em escala não fará mais sentindo, por tudo isto, manter as estruturas custará mais caro.

Como podemos alterar a dialética do antes da Covid-19? Quando os serviços ficam na espera dos clientes, na busca por suas necessidades sentidas, com transferência total da responsabilidade pela procura para o paciente.

Em todos os setores que prestam serviços, a lógica mudou, em plena pandemia vemos que o futuro chegou mais cedo e de um jeito trágico.

A Associação Nacional de Hospitais Privados (ANHP) aponta que o “desafio agora é aproveitar a oportunidade para tornar o exercício da medicina, através da utilização de metodologias interativas de comunicação audiovisual e de dados, uma realidade no Brasil quando a pandemia passar. Para isso, será preciso se adequar para oferecer serviços seguros e de qualidade para um grande número de pessoas”.

O setor de saúde deverá se reinventar, assim como vários setores da economia que fazem prestação de serviços, haverá necessidade de mudanças estruturais de forma radical no investimento em pesquisa, tecnologia, qualificação e oferta de serviços de saúde.

Artigo: Ivana Maria Saes Busato é doutora em Odontologia, coordenadora dos Cursos de Tecnologia em Gestão Hospitalar e Gestão de Saúde Pública do Centro Universitário Internacional Uninter

Fonte: Portal Hospitais Brasil

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