Buzatto’s News: destaques da semana

Buzatto’s News: destaques da semana
10 de julho de 2020 Viviane Massi
ivermectina

➡️ Por que o Vietnã tem zero mortes por coronavírus — e lições para o Brasil

Passados mais de cinco meses dos primeiros casos da pandemia do novo coronavírus reportados publicamente na China, um vizinho do país asiático onde o coronavírus começou a se espalhar ainda registra zero mortes pela doença. É o Vietnã, país de pouco mais de 95 milhões de habitantes.

O Vietnã faz fronteira com a China em seu território norte, de pouco mais de 1.200 quilômetros, e tem alta relação com outros países da Ásia. Por isso, quando a pandemia começou a ganhar atenção na China, o governo vietnamita projetou que o país poderia ter milhares de mortes.

Mas graças a medidas tomadas no combate à covid-19, registra hoje somente 369 casos, pouco mais de 20 deles ativos, isto é, com pessoas ainda portando a doença. O país chega a passar dias sem registro de um novo caso.

O Vietnã começou a tomar providências contra o vírus ainda em janeiro. Logo no dia 10, antes mesmo do primeiro caso de coronavírus ser registrado no país, passageiros vindos de Wuhan, epicentro do coronavírus na China, começaram a ser monitorados.

Leia a matéria completa

Fonte: Exame

 

➡️ Diretor da OMS chora em apelo contra covid-19: ‘Por que é tão difícil para humanos se unirem?’

Com 12 milhões de pessoas contaminadas por Covid-19 e 550 mil mortos no planeta até o dia 9 de julho, o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um apelo emocionado ao mundo.

Tedros Adhanom Ghebreyesus advertiu na quinta-feira (9) que a pandemia do novo coronavírus segue fora de controle e, em prantos, pediu unidade para a humanidade, dias depois de os Estados Unidos entrarem com pedido formal de saída da OMS.

“A grande ameaça que enfrentamos agora não é o vírus em si, mas a ameaça é a falta de liderança e solidariedade em níveis globais e nacionais”, disse o diretor da OMS em Genebra, na Suíça.

Em um discurso emocionado, cheio de pausas, ele disse: “Esta é uma tragédia que… na verdade… está nos fazendo sentir falta de nossos amigos. Perdendo vidas… E não podemos enfrentar essa pandemia com um mundo dividido”.

“Por que é tão difícil para os humanos se unirem, para lutar contra o inimigo?”

Nos últimos dois dias, foram 170 mil casos novos confirmados de Covid-19, o que representa uma queda em relação aos 200 mil do fim de semana anterior. Ainda assim, os números são considerados altos demais.

As Américas são o continente mais afetado, com 6,12 milhões de contágios confirmados e 272 mil mortes oficiais. Isso é metade de tudo que foi registrado no mundo. O Brasil segue sendo o país com o segundo maior número de casos e mortes no mundo, atrás apenas dos EUA.

Fonte: G1

 

➡️ Walgreens abre consultórios médicos em lojas com investimento de US$ 1 bilhão

O varejo farmacêutico dos Estados Unidos avança mais um passo na proposta de se tornar um hub de saúde e assistência clínica. Após um teste iniciado no ano passado em Houston, a Walgreens Boots Alliance será a primeira rede de farmácias norte-americana a implementar consultórios médicos em suas lojas.

O investimento é de US$ 1 bilhão e deverá gerar postos de trabalho para mais de 3.600 profissionais especializados em cuidados primários.

O projeto conta com o apoio da Village Medical, provedora de soluções de gestão para a área médica, e prevê a criação de 500 a 700 clínicas em mais de 30 grandes cidades norte-americanas nos próximos cinco anos. A Walgreens destinará o aporte total à compra de ações e dívida conversível, sendo que 80% do valor será utilizado na montagem dos consultórios e na integração tecnológica. Ao final do investimento, a expectativa é que a rede detenha uma participação acionária de 30% na Village Medical.

A aceleração desse projeto coincide com um momento de queda nos resultados da operação do varejo do grupo, seriamente impactada pela pandemia da Covid-19. Segundo o balanço financeiro referente ao terceiro trimestre fiscal de 2020, que terminou em 31 de maio, o prejuízo estimado foi de US$ 700 milhões e as vendas caíram 0,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Mais de 100 unidades da Boots no Reino Unido foram fechadas em razão da crise.

Fonte: Panorama Farmacêutico

 

➡️ Farmácias e mercados apresentam performance 30% melhor que outros setores na crise

Em meio à crise econômica, algumas pequenas empresas se mantiveram firmes durante a pandemia. Uma pesquisa realizada com mais de dois mil empreendedores pela BizCapital, fintech que concede empréstimo online para micro e pequenas empresas, mostrou que as farmácias e mercados tiveram uma performance 30% melhor que a média dos negócios no Brasil.

O sócio fundador da BizCapital, Francisco Ferreira, comenta: “As farmácias e os mercados conseguiram atender as demandas dos moradores do bairro. Muita gente optou por comprar remédio ou alimentos no pequeno negócio do lado de casa para evitar se expor, em vez de consumir em grandes redes. Além disso, esses dois segmentos se mantiveram abertos porque vendem itens essenciais e que não deixaram de ser consumidos, diferentemente de outros serviços”.

A pesquisa mostrou ainda que, nos últimos três meses, o percentual de pedidos de empréstimo do setor de farmácias foi menor que 2%. O número é baixo comparado ao setor de bares e restaurantes, que tiveram um aumento de 11%. No varejo, o crescimento foi de 10%.

Fonte: Revista da Farmácia

 

➡️ Anvisa autoriza testes da vacina contra o Coronavírus, com voluntários da saúde

O Governador João Doria anunciou nesta segunda-feira (6) que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou o Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac Biotech, a iniciar a fase III dos ensaios clínicos para testar a eficácia e a segurança da vacina contra o coronavírus. Os voluntários serão profissionais de saúde que trabalham no atendimento a pacientes com Covid-19.

“Esta é uma etapa de fundamental importância na vida do país e na vida e na saúde de milhões de brasileiros. Toda a pesquisa clínica será coordenada pelo Instituto Butantan, um dos maiores centros de pesquisa do mundo, que tem mais de 100 anos de atividades e é o maior produtor de vacinas da América Latina e um dos maiores do mundo”, disse Doria.

As inscrições começam na próxima segunda-feira (13) e o processo de testagem será iniciado em 20 de julho. Os profissionais de saúde não podem ter sofrido infecção provocada pelo coronavírus, não devem participar de outros estudos e não podem estar grávidas ou planejarem uma gravidez nos próximos três meses. Outra restrição é que não tenham doenças instáveis ou que precisem de medicações que alterem a resposta imune.

O Instituto Butantan está adaptando uma fábrica para a produção da vacina. A capacidade de produção é de até 100 milhões de doses. Se a vacina for efetiva, o Instituto Butantan vai receber da Sinovac, até o fim do ano, 60 milhões de doses para distribuição.

As análises da Anvisa incluíram informações clínicas e de fabricação geradas pela Sinovac, além do plano de desenvolvimento clínico e protocolo de teste desenvolvido pelo Butantan. A agência garantiu celeridade ao pedido devido à emergência de saúde pública. A revisão foi conduzida com os mais altos padrões, já que a Anvisa é membro titular do Conselho Internacional de Harmonização de Requisitos Técnicos para Produtos Farmacêuticos para Uso Humano (ICH) e qualificada como agência reguladora funcional da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os testes serão realizados em nove mil voluntários que trabalham em instalações especializadas para Covid-19, em 12 centros de pesquisas de seis Estados brasileiros: São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná. A convocação dos participantes voluntários está programada para começar neste mês após a aprovação ética ser obtida em cada local clínico.

Na capital paulista foram selecionados o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Instituto de Infectologia Emílio Ribas e Hospital Israelita Albert Einstein. Ainda no estado de São Paulo participarão a Universidade Municipal de São Caetano do Sul, Hospital das Clínicas da Unicamp (Campinas), Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e o Centro de Saúde Escola da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto.

As pesquisas serão realizadas, ainda, na Universidade de Brasília (UnB), Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro, Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Fármacos da Universidade Federal de Minas Gerais, Hospital São Lucas da PUC do Rio Grande do Sul e Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Paraná.

“A aprovação do ensaio clínico de fase III é uma demonstração de que a parceria Butantan e Sinovac é uma colaboração eficiente para avançar, oferecendo esperança para salvar vidas em todo o mundo”, comentou o diretor do Instituto Butantan, Dimas Tadeu Covas.

Fonte: Portal Hospitais Brasil

 

➡️ Cuidados que as empresas devem tomar na retomada do trabalho

No início da pandemia, a preocupação era remanejar equipes e estruturas para o modelo home office. Agora, é garantir que a retomada das atividades presenciais seja segura para todos, seguindo os protocolos de saúde.

Segurança

Se a empresa permaneceu fechada durante um longo período, a manutenção dos sistemas de prevenção a incêndio deve ser levada em consideração, além do reforço na limpeza. Carlos Henrique dos Santos, gestor de Desenvolvimento Técnico da Sprink, explica que os planos de escape – trajetos que as pessoas devem seguir em caso de emergência – também precisam ser revisados.

“As portas de saída podem estar fechadas para entrada, mas não trancadas para escape. Além da revisão da rota de fuga, também deve ser elaborado um plano de contingência exclusivo para a pandemia. Todas essas medidas devem ser desenvolvidas por um profissional da área”, revela Santos.

Higienização

Com o objetivo de manter a segurança dos patrimônios e da vida dos colaboradores, o cuidado com a higienização deve ser priorizado, tanto quanto o pleno funcionamento dos hidrantes, sprinklers, extintores, iluminação de saída e alarmes.

Além do uso obrigatório de máscaras e da distribuição de álcool em gel 70%, Santos explica que a desinfecção completa deve ser feita antes da abertura. Corredores, escadas rolantes, banheiros, áreas de descanso, maçanetas e interruptores devem ser higienizados frequentemente.

Mudança na rotina

Outro ponto que deve ser revisto neste retorno é a capacidade do elevador, que precisa ser reduzida em 50%. Diretórios digitais e telas sensíveis ao toque devem permanecer desativados, enquanto dutos de ventilação e sistemas de purificação não podem ficar fora dos esquemas de limpeza.

Locais onde formam-se filas devem ser demarcados por linhas com espaçamento mínimo de dois metros. Nos acessos aos banheiros, elevadores e escadas é necessário fazer o controle quantitativo de pessoas, sempre orientando sobre as medidas por meio de cartazes.

Fonte: Revista da Farmácia

 

➡️ Covid-19 acelera mudanças na indústria farmacêutica

O maior investimento promocional da indústria farmacêutica é em sua força de vendas. A estratégia baseia-se na visita presencial do representante, que leva materiais científicos e amostras grátis para os médicos, e na realização de eventos.

Mario Lucas Cacozza, gerente de Soluções da InterPlayers, hub dos negócios de saúde e bem-estar, afirma que esse modelo de “caixeiro-viajante” sempre se mostrou eficaz e funcionou muito bem até o início do isolamento social: “Afinal, quem nunca foi a um consultório médico para uma consulta e lá se deparou com um representante da indústria farmacêutica com sua pasta de trabalho aguardando na sala de espera?”.

Alternativas para a indústria farmacêutica

Devido à adoção do isolamento social para conter o contágio com o novo coronavírus, o representante acabou tendo que se ausentar do trabalho em campo, mas a indústria farmacêutica continua tendo necessidade de se relacionar com a classe médica.

Com isso, a indústria precisou pensar em alternativas para continuar presente. “Com o profissional em home office, os contatos passaram a ser viabilizados por telefone, e-mail ou videoconferências feitas em plataformas digitais, lives e webinars”, comenta o gerente.

Ele faz uma comparação com as consultas virtuais, que acabaram sendo regulamentadas neste período pela Anvisa e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM): “Mudanças e inovações que estavam em análise para implementação a médio e longo prazo em vários setores foram aceleradas neste momento de pandemia”.

Mudanças são fundamentais

A indústria farmacêutica, contudo, precisará fazer mudanças maiores do que migrar o modelo de visitas do presencial para o online, pois a atratividade e o interesse mudaram complemente.

“Não haverá um modelo único no campo promocional, mas sim o emprego da essência do conceito omnichannel, com as opções de propaganda médica presencial, virtual, digital, online e offline sendo adotadas simultaneamente. Um movimento auxiliado pelo fato de a pandemia estar tornando o médico mais receptivo a ferramentas digitais e mais confortável com o uso delas”, avalia Cacozza.

Segundo ele, os players do mercado farmacêutico já entenderam que, por conta da Covid-19, novos modelos de atuação serão essenciais para as estratégias de marketing atuais e futuras, mas que também serão necessários em áreas como treinamento, regulatório, compliance, logística, infraestrutura, sistemas, força de vendas e medical affairs.

Fonte: Revista da Farmácia

 

➡️ Aprovada indenização a profissionais da saúde vítimas da Covid-19

Apoiado pela Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (Anadem), o projeto de lei que garante a concessão de auxílio indenizatório e pensão especial a profissionais de saúde vítimas da Covid-19 foi aprovado pelo Senado. A matéria – proposta pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) – teve que ser reencaminhada à Câmara dos Deputados para análise, uma vez que foi modificada por emendas.

Para o presidente da Anadem, Raul Canal, essa compensação é um investimento social em prol dos verdadeiros heróis na luta contra o Coronavírus. “Este é um momento especialmente difícil e arriscado para aqueles que abdicam de suas famílias e de sua vida pessoal para atuar dia após dia na linha de frente do combate à pandemia. Conceder esse auxílio é uma questão de humanidade e justiça para com os nossos profissionais”.

Assim como o Cremesp, a entidade entende que a normativa é de suma importância à comunidade médica e demais trabalhadores da saúde em um País que possui índices tão elevados de contaminação e óbitos – em notícia veiculada em sua página na internet, o Conselho Federal de Enfermagem afirma que o Brasil responde por 30% das mortes de profissionais de enfermagem por Covid-19.

A medida prevê que o benefício será destinado a quem tiver inaptidão permanente ou temporária em virtude da contaminação, comprovada – de forma incontestável – por meio de exame médico-pericial sob responsabilidade da Previdência Social. Nas situações em que houve falecimento, a família terá que apresentar, além do atestado de óbito, teste confirmando a infecção e provas documentais de que a vítima teve a doença atuando com pessoas contaminadas.

Fonte: Portal Hospitais Brasil

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