Buzatto’s News: destaques da semana

Buzatto’s News: destaques da semana
3 de julho de 2020 Viviane Massi
Buzattos News

➡️ Pandemia reforça a necessidade de uma gestão hospitalar focada na segurança do paciente

Considerada a maior crise de saúde dos últimos tempos, a pandemia do Coronavírus impactou o setor em diversos aspectos e trouxe à tona questões que necessitam ser tratadas com ainda mais atenção, como a gestão hospitalar focada na segurança do paciente.

Mundialmente, o número de infectados pela Covid-19 já passa dos 10 milhões. Com o crescimento do número de enfermos nas unidades de saúde, aumenta também as chances de contaminação dentro dos hospitais e a necessidade de incrementar e reforçar as práticas de segurança.

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“O que a Covid-19 deixou muito claro para a administração dos hospitais é que gestão hospitalar sem foco na segurança do paciente é uma gestão vulnerável. A pandemia  trouxe uma lente de aumento para desafios já existentes, como a adesão à higienização das mãos e uso de EPIs de forma segura; e evidenciou a importância do trabalho focado na segurança de pacientes e profissionais, como desenho seguro dos fluxos de atendimento”, aponta Laís Junqueira, Gerente de Qualidade, Segurança do Paciente e Inovação para mercados internacionais da Elsevier.

Por conta disso, o tema Gestão Hospitalar à Luz da Covid-19 foi o escolhido para ser abordado no primeiro Elsevier Virtual Dialogue, evento que será realizado em uma plataforma digital 100% interativa e que contará com a participação de formadores de opinião da área da saúde para compartilhar os grandes desafios da atualidade.

Acompanhe os números de casos de Covid-19 no Brasil

Através do uso de tecnologia e da criação de uma plataforma própria que estimula a interação, a Elsevier desenvolveu o evento em um formato que permite que profissionais da saúde e gestores envolvidos na contenção da crise da Covid-19 compartilhem ideias e conhecimentos entre si, em um fórum de discussão que torna possível a interação em tempo real entre todos os participantes do evento.

“Criamos a plataforma com base no que o mercado necessita. Para isso, ouvimos as pessoas que têm participado de eventos digitais, que nos apontaram sentir falta da interação dentro das conferências on-line e webinars. Por conta disso, o Elsevier Virtual Dialogue nasceu como um evento nativo digital, que trabalha com elementos de gamificação para tornar a experiência mais interessante e motivadora ao estimular a integração ao vivo entre os palestrantes e o público”, explica Sandro Botelho, Gerente de Marketing da Elsevier.

A união da inovação tecnológica com a possibilidade de network torna o evento dinâmico e atrativo, pois permite agregar conhecimentos e fazer novos contatos mesmo em tempos de pandemia. A questão da qualidade e segurança do paciente será abordada de diferentes formas durante todo o Elsevier Virtual Dialogue, que começa a partir das 14h, no dia 8 de julho. O evento estará disponível para o Brasil e Portugal. Para participar, basta se inscrever em www.elseviervirtual.com.

Fonte: Portal Hospitais Brasil

 

➡️ Fisioterapeutas desenvolvem dispositivo que aumenta disponibilidade de ventiladores mecânicos e de leitos de UTI

A equipe de fisioterapeutas do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo (SP), desenvolveu um adaptador que permite o uso de aparelhos de ventilação mecânica não-invasiva, os chamados BiPAPs, em pacientes com Covid-19 internados em UTI. Atualmente o uso de BiPAP é contra-indicado nos casos de Covid-19 devido a possibilidade de contaminação da equipe assistencial. O novo sistema permite a adaptação de um filtro bacteriano e viral no circuito dos ventiladores, possibilitando que o paciente respire sem que o ambiente seja contaminado.

O dispositivo já foi usado em 18 pacientes com Covid-19 atendidos na UTI do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Destes, 10 já tiveram alta da Unidade de Terapia Intensiva, continuando o tratamento na enfermaria e 2 já deixaram o hospital, retornando para suas casas.

“Vivemos uma pandemia sem precedentes que nos mobiliza a buscar alternativas para melhorar o atendimento aos pacientes infectados. Com a superlotação das UTIs precisamos de alternativas que aumentem a oferta de leitos e disponibilizem o uso de ventiladores mecânicos, permitindo o atendimento de um maior número de pessoas. A ideia agora é apresentar esse sistema para outros hospitais da rede particular e da rede pública. Acreditamos que essa nova opção de ventilação vai ajudar a salvar muitas vidas”, afirma Milton Telles, fisioterapeuta idealizador do dispositivo.

Fonte: Portal Hospitais Brasil

 

➡️ Fiocruz firmará acordo para produção de vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) firmará um acordo com a biofarmacêutica AstraZeneca para a compra de lotes e transferência de tecnologia da vacina para Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido. O acordo foi anunciado no último sábado (27/06) pelo Ministério da Saúde.

Com o acordo, a produção acontecerá em duas etapas: a primeira diz respeito à produção de 30,4 milhões de doses – o equivalente a 15% do quantitativo necessário para a população brasileira – antes do término dos ensaios clínicos, no valor de 127 milhões de dólares. A segunda diz respeito à transferência de tecnologia para a produção da vacina no Brasil.

Participação da Fiocruz

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, fala sobre o assunto: “A produção dessa vacina é mais uma importante iniciativa da Fiocruz que, combinada a outras ações, poderá contribuir para o enfrentamento da pandemia de Covid-19. Como instituição estratégica do Estado brasileiro, carregamos 120 anos de experiência e atuação na saúde pública. Num momento como esse, de emergência sanitária, já temos uma infraestrutura robusta e com capacidade produtiva para incorporar novas tecnologias e introduzir novas vacinas rapidamente no Sistema Único de Saúde (SUS)”.

Etapas da produção e distribuição da vacina

A AstraZeneca espera que o primeiro lote, com 15,2 milhões de doses, possa ser distribuído até dezembro de 2020, e o outro lote, com 15,2 milhões de doses, seja entregue até janeiro de 2021. Após essa produção, ainda seriam necessárias etapas de registro e validação antes de uma possível distribuição.

Nesse momento, a Fiocruz já teria capacidade de executar todo o processamento final da vacina, após o recebimento do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) da biofarmacêutica, incluindo as fases de formulação, envase, rotulagem, embalagem e controle de qualidade. Para isso, a Fundação deverá adequar suas instalações para a incorporação da produção do IFA. A previsão para a incorporação completa é nos primeiros meses de 2021.

Ao término dos ensaios clínicos e com a eficácia da vacina comprovada, o acordo prevê uma segunda etapa, com a produção de mais de 70 milhões de doses, ao preço de custo de 2,30 dólares por dose.

A presidente da Fundação revela detalhes sobre a produção: “Caso a vacina se mostre realmente eficaz, por sermos uma referência na região e termos larga capacidade produtiva, o acordo com a AstraZeneca ainda nos coloca a possibilidade de sermos responsáveis pelo fornecimento da vacina para a América Latina”.

Vacina em estudo no Brasil

A vacina de Oxford é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como um dos projetos mais promissores até o momento. Já está na fase 3 dos ensaios clínicos, que é a última etapa de testes em seres humanos para determinar sua segurança e eficácia. Dois mil pacientes estão sendo recrutados em São Paulo e no Rio de Janeiro para testar o produto.

O estudo avalia o chamado “esquema vacinal”, onde um grupo recebe uma dose da vacina e o outro recebe duas doses, sendo a segunda dose administrada quatro semanas após a primeira. Há possibilidade de que o estudo seja ampliado para cinco mil participantes, e que os resultados preliminares dessa fase saiam em outubro ou novembro.

O vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, explica que o acontecimento dos estudos clínicos no país será muito importante para determinar a eficácia da vacina na população.

“A população brasileira tem características próprias e temos avançado muito na pesquisa clínica. É importante testarmos as vacinas considerando tanto as variações genéticas da nossa população, como as variantes de vírus que têm circulado no país. Isso vai nos garantir uma segurança muito maior do que se tivéssemos incorporado uma vacina testada em outras condições e com outro perfil de população”, finaliza Krieger.

Fonte: Revista da Farmácia

 

➡️ Walgreens cria mini farmácias com atendimento personalizado

A Walgreens Boots Alliance está testando um novo formato de loja, baseado em mini farmácias, para se diversificar frente à grande concorrência do varejo farmacêutico norte-americano. O faturamento de 2019 foi de US$ 136,9 bilhões, aumento de 4,1%, mas o lucro por ação ajustado caiu 0,5%.

Como parte de um projeto-piloto, a rede transformou cerca de 30 lojas em um “polo de saúde de bairro”, termo usado para descrever locais com serviços de saúde e farmácias. Em algumas unidades, parte dos espaços foi locada para empresas de serviços de saúde como laboratórios de análises clínicas, óticas e clínicas de emagrecimento.

A Walgreens também possui 14 endereços com atendimento primário por meio de acordos com empresas terceirizadas. Além disso, mais de 230 lojas contam com clínicas administradas e equipadas com uma enfermeira proveniente de algum sistema de saúde.

“Queremos nos afastar de uma abordagem única para todos os clientes e adequar o atendimento das lojas para que seja mais próximo da comunidade onde está inserida”, ressalta a Rina Shah, vice-presidente de operações de farmácias do grupo. Segundo a executiva, a farmácia de pequeno porte foi inspirada pelas unidades da rede próximas a sistemas de assistência médica, que são menores em tamanho e atendem aos clientes que precisam de remédios depois de receber alta hospitalar.

As mini farmácias têm cerca de um quarto do tamanho das lojas típicas da Walgreens, que apresentam em média 13,5 mil metros quadrados. As unidades têm um conceito mais aberto, com entregas diárias e sem a necessidade de um estoque elevado.

Fonte: Panorama Farmacêutico

 

➡️ MPF recomenda que CRF-MG revogue Nota Técnica que incentiva farmacêuticos a negarem cloroquina a pacientes com Covid-19

O Ministério Público Federal (MPF) em Uberlândia/Ituiutaba recomendou ao Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais (CRF/MG) que se abstenha de recomendar ou incentivar que os farmacêuticos do estado pratiquem atos próprios de médicos ou se recusem a dispensar medicamentos prescritos em receituários emitidos com observância dos aspectos técnicos e legais.

De acordo com a recomendação, o CRF/MG expediu a Nota Técnica nº 001/2020/COVID-19, por meio da qual recomendou aos farmacêuticos não dispensarem medicamentos à base de cloroquina e hidroxicloroquina a pacientes com sintomas leves da Covid-19 ainda que mediante prescrição médica.

Para o MPF, a Nota Técnica do CRF/MG “não possui amparo legal e expõe os farmacêuticos que atuam em Minas Gerais a situações em que podem ser responsabilizados pelo exercício ilegal da medicina e por eventuais danos ocasionados a terceiros”.

Os procuradores da República que assinam a recomendação, Cléber Eustáquio Neves e Wesley Miranda Alves, lembram que o próprio Conselho Federal de Medicina (CFM) propôs aos médicos de todo o Brasil que considerem o uso da cloroquina e hidroxicloroquina em “em pacientes com sintomas leves no início do quadro clínico, em que tenham sido descartadas outras viroses (como influenza, H1N1, dengue), e que tenham confirmado o diagnóstico de Covid-19, a critério do médico assistente, em decisão compartilhada com o paciente”. Afirmam ainda que também a Associação Médica Brasileira (AMB) posicionou-se favoravelmente às orientações do Ministério da Saúde sobre tal prescrição.

Fonte: Ministério Público Federal

 

➡️ Como a Covid-19 impactou sua farmácia?

A Associação Nacional dos Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag) está fazendo uma pesquisa com proprietários e proprietárias de farmácias magistrais para saber como a Covid-19 está impactando o setor neste momento.

Para participar, basta preencher este formulário.

Fonte: Anfarmag

 

➡️ Vacina da Covid-19 faz executivos milionários e leva debate às bolsas

Faz sentido a euforia dos investidores em torno de testes de vacinas e medicamentos? Elas têm sido o principal impulso para índices mundo afora apesar de notícias ruins na economia e de uma segunda onda de contágio sobretudo nos Estados Unidos.

Nesta sexta-feira, a agência Reuters publicou uma reportagem sobre a farmacêutica Moderna, uma das empresas mais avançadas nas pesquisas da vacina, mostrando como seus executivos estão vendendo ações e fazendo fortuna nas últimas semanas. Segundo a Reuters, o presidente da companhia, Stephane Bancel, já embolsou 21 milhões de dólares nos últimos meses, período em que o valor de mercado da companhia, desconhecida antes da pandemia, triplicou. O diretor médico da empresa, Tal Zaks, embolsou 35 milhões de dólares.

Fonte: Exame

➡️ China identifica novo vírus e acende alerta para mais uma pandemia

Um novo vírus identificado por cientistas chineses está preocupando autoridades de saúde do mundo inteiro. Na esteira do coronavírus, o patógeno encontrado é um subtipo de um vírus influenza descoberto ainda em 2016 em dez regiões diferentes da China, todas com criação de porcos. Os pesquisadores pedem a contenção imediata da doença para evitar uma nova pandemia.

Liderado por Honglei Sun, da Universidade Agricultural da China, o estudo já foi publicado na revista científica da Academia Nacional de Ciência dos Estados Unidos (PNAS, na sigla em inglês). No documento publicado nesta segunda-feira (29), os pesquisadores afirmam ter evidências de que o vírus tem alta capacidade de infectar humanos.

Em termos científicos, o novo vírus foi classificado com um genótipo de tipo 4 de variedade Eurásia/Aviária (G4 EA). Ele também é bem parecido em estrutura biomolecular com o vírus H1N1, que matou mais de 250 mil pessoas em todo mundo na pandemia de 2009. É, inclusive, um derivado do H1N1. Por isso, recebeu o nome provisório de G4 EA H1N1 até que novas pesquisas sejam feitas.

Fonte: Exame

 

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